Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

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Acabei de ler uma matéria numa revista de psicologia, que fala justamente do ser "responsável" pela consequência de seus atos, demonstrando ser um sinal de amadurecimento emocional. Entretanto, nem todos possuem consciência do mal que suas atitudes causam tanto aos outros como a si próprio. Relegamos muitas vezes, o direito que nós temos para desenvolver nossos potenciais de forma saudável, presos à velhos hábitos e resistentes como uma rocha a prenuncia de mudanças significativas.

Não estamos preparados, é óbvio.  Contudo, somos constantemente cobrados a ter em troca do ser.

Aprisionaram nosso gosto pela simplicidade, já se foram os tempos que conversávamos na calçada, brincávamos na chuva ou de irmos no vizinho, com uma xícara na mão, pedir um pouco de açúcar porque era tarde demais para ir na quitanda. Não subimos mais em árvores e nem corremos mais descalços. Estamos cansados demais. Estamos tão cansados, que é mais fácil passar horas conversando com alguém "virtualmente", do que trocar duas palavras com quem está ao seu lado...

Não aceitamos as diferenças, pois todos tem um papel a assumir no nosso palco interior, alimentado mesquinhamente por superficialidades, generalizações e rótulos, rótulos e mais rótulos. O que é, ô ser digno de piedade que escarnece na autocomiseração, ser responsável pelas próprias atitudes se não estamos totalmente prontos para assumir o tamanho da nossa mesquinhez perante ao mundo?

Sempre projetamos a falha que existe em nós no outro, esquecendo-se que a nossa sombra é muito maior quando tentamos reluzir um brilho que não é nosso. E por debaixo desse "brilho", o que vemos são faces enferrujadas, carecidas de um espontâneo sorriso, cujo olhares transmite o mais inóspito desespero...

É nessas horas que a "esperança" se esvai e me vejo sozinho no mais completo isolamento, silenciado por uma angústia que me abraça amigavelmente, fazendo-me sentir responsável pelo peso que carrego... Mas isso é momentâneo e por algumas horas, me permito estar assim...



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