Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

domingo, 6 de outubro de 2013

Estilhaços de vidro

Perdoar o outro é sempre uma tarefa difícil. O não perder vira uma questão de orgulho, pois estamos acostumados a sempre estarmos certos.
Cobro demais a mim mesmo. 
Exijo de mim o melhor o tempo todo, e isso me sufoca por dentro, como se estivesse numa câmara de gás, na qual meu eu está lá dentro batendo nas paredes para tentar sair.
As paredes são ocas. Tudo parece desvelar agora.

Quando é que começa nossa vida?
Muitos falam para continuar acreditando no amor, e que ele é bom. Bobagem, o amor não é uma virtude, e seu excesso (assim como sua falta) se torna um vicio. Um vicio que encontramos dificuldades em sair.
Estamos presos em nos mesmos.
Que relação de poder é essa que significamos com os Outros? Só sentimos raiva em quem nós achamos que podemos ser superior em alguma forma. Relacionamo-nos apenas com aqueles que nos identificarmos, e assim criamos nossos sentidos. Estamos vulneráveis demais apesar de parecermos estarmos sempre fechados.
Nunca vejo ninguém escutar minhas dores. A felicidade está mesmo na capacidade intelectiva? A gente só consegue ser feliz com aquilo que já temos, com aquilo que já somos. Desejar os outros é beliscar na própria pele, é se envenenar em gotas diárias de sofrimento e esperanças, é pisar em cacos de vidros.

Quem é o seu amor? Qual é o seu desejo? Ele é mesmo seu?



Nenhum comentário: