Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

domingo, 29 de setembro de 2013

Não é pessimismo

o que eu vivo dizendo para os outros.

Acordo cansado das mesmas histórias, das mesmas cobranças, das faltas de nexo. Cansado desse mundo desenfreado.
As pessoas trabalham demais para pagarem dividas que nunca serão quitadas totalmente. Vivem enganadas num sistema cruel e imperialista.
Vivem correndo atrás de idéias que não pertencem a elas próprias.
Você, é você mesmo que está perdendo seu tempo lendo mais essa mensagem do mundo do entretenimento que te hipnotiza o tempo todo, qual foi a última vez que se sentiu bem de verdade?
Vivemos presos nas angustias e nas ansiedades que criamos nesse delírio coletivo. Vivemos no passado e no futuro. 
Onde está o presente senão o agora? Chega de besteiras, o presente acabou de virar passado. Tão volátil quanto às relações superficiais que me sufocam. Sempre julgamos o mundo a partir do nosso Mundo! Sempre buscamos por sentido naquilo que não consigo conhecer, como uma criança que só vê o mundo a partir do próprio umbigo. 

Entro em crise e desespero. E é nesse momento que me escondo, me isolo e me calo. É o meu modo de dizer que preciso de um tempo; tempo para cuidar das próprias feridas. 
Preocupo-me quando percebo que solucionar meus problemas parece muito mais difícil do que resolver os problemas dos outros. Sempre existe uma receita de bolo que cabe para alguém, mas nunca para mim. Por  quê? Por que ninguém entende ninguém verdadeiramente (?).

Achamos que sabemos cuidar de muita gente... Quando é que vou aprender?
A gente só pode ser melhor ou pior do que a gente mesmo.


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