Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Futuro incerto

Misture aquela sensação boa com um bom banho quente.
Que emoção é esta que mantem minhas pernas de pé? Vejo água escorrer ralo abaixo, mas parece que ela não está lavando todo esse temor que sinto. Algumas coisas ficam presas como uma marca ruim, um código tatuado na alma. Um sinal para nunca esquecer.
Os músculos trepidam de dor.
Tenho medo do futuro, apesar de não avista-lo. Cultura saudosista prestem atenção no meu grito que pede apenas Liberdade.

Falaram que é o vazio dentro de nós. Falam que ele é do tamanho de Deus. Eu sei que existe uma diferença entre o vazio e o nada.
Perguntei aos filósofos da minha época, mas eles não souberam me responder algo que me acalmasse. Falaram apenas de um vazio que está presente nos outros, e o nada para onde todos vão. Falaram de todos, menos de mim, e deles próprios.
Aprendo, mesmo que aos poucos, que tenho que achar minhas próprias respostas. Eu sei que existe uma diferença entre o vazio e o nada, apenas não sei qual é.
Meu interesse.
Pensei que era o único no mundo, o mais importante. O tempo todo, e tudo que tenho são baseado no interesse... dos outros.

De que ordem eu faço parte?
Estou ligado num futuro incerto. Às vezes tenho vontade de escrever um livro, em páginas amarelas, em poucas páginas. Um livro de apenas um leitor. Sabe aquele futuro ali na frente (consegue ver agora?) é a única coisa que tenho hoje.





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