Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

domingo, 8 de setembro de 2013

Cético demais

Não é apenas uma ideia minha.
Tudo acaba fazendo parte de um todo, grande como a nossa própria criatividade, grande como nossa própria arrogância que sucumbe todos nós...
Muita gente fala do brilho dos pensamentos bons. Aliais quem, nesse mundo horroroso, vive sem se iludir com este positivismo total? A Esperança não deixa de ser um fracasso adiado para o final.
Pensamento é vida.

A gente nunca tem tempo para ver as cores do dia, o cheiro da chuva, nem ao menos a ardência da luz do sol. As coisas estão turvas, cansadas, meio bagunçadas como um armazém sujo e abandonado, cujo zelador abandonou seu cargo há alguns meses.
Qual é minha parcela de culpa disto tudo? Dê-me um porquê para não agir de má fé, e por a culpa dessa desgraça nos outros. Quando o carro estraga é sempre melhor por a culpa no mecânico. 

Eu vejo o vazio. A ausência de sentido em cada fragmento. Cadê os positivistas agora? O mundo se definha em doses venenosas. Ninguém liga para ninguém.
Eu vejo o nada, e o nada está em mim.

Essa pressa toda, essas relações superficiais, toda essa incerteza, esse individualismo e imediatismo...
As coisas estão em crises.

Nossa espiritualidade clama por uma revitalização, nós, que somos céticos demais. 
Aprendemos a acreditar apenas naquilo que nos convém, apenas naquilo que nossos olhos cegos conseguem ver. Tudo vale para nosso sucesso individual.
Vivemos de finais de semana!
Como chama este tédio, esta depressão da razão?

Onde estão todos agora? Eles parecem que se perderam...
 ...no vazio de si mesmo, assim como você, e eu.

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