Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

domingo, 18 de agosto de 2013

Marés

Não há nada de especial nas pessoas.
Nada mesmo.

Iludimos com as mais diferentes ideias, criadas por nós mesmos para satisfazer algo sem nome.
Vivemos uma utopia de não querer ser binários o tempo todo. Parece que existe uma lei subjetiva, acima de mim, que controla minha liberdade...

Viver é como esperar uma maré perfeita para surfar.
O que você faz com seu tempo? Vida e morte não parece ser uma dualidade...
É como esperar as nuvens descerem para um dia poder pegá-las. Esperar tudo se resolver, ou que os problemas sumam. O que eu faço com meu tempo? Às vezes nada.
Ás vezes espero ele passar.

Somos todos heróis de nos mesmos, ao mesmo tempo em que somos os grandes vilões, responsáveis pelas escolhas ruins, pelo mau tempo, e pelas pessoas ao nosso redor.
Como disse o Pequeno Príncipe: "Somos responsáveis pelo que cativamos."

Não é um problema não querer buscar nada de novo, mudar, crescer, transformar, buscar uma nova formula para a vida.
Isso não é um sinal de fracasso, mas de transformação.
Somos navegantes perdidos nas águas dos outros. Não temos o controle de todo o mar, mas podemos direcionar, ao menos, para onde nosso barco vai navegar.
Somos caóticos, instáveis, e repetitivos; mas somos fortes
como uma maré.

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