Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ficção


Essa é uma história em que os personagens são totalmente fictícios.
Ele era um cara normal, com seus problemas normais. 
Ela era uma menina doida, com problemas demais. Linda.
Ele queria vê-la, senti-la por algum momento.
Ela queria vê-lo, esquecer da vida por alguns segundos.
E foi isso que aconteceu.
Quando os quilômetros não bastaram, nem a chuva, nem pessoas,
Quando os vidros do carro já estavam cansados de embaçar e desembaçar,
Até mesmo quando o rádio já estava cansado de cantar as mesmas músicas, 
Ou ele cansado de sentir o nervosismo do momento,
Ela saiu da prisão, 
Ele desengatou a marcha e puxou o freio de mão, já não se importava se estava em uma descida
Ela vacilou, sussurrou "que medo"
Ele não disse nada, só a beijou.
Foram quantos segundos? Ninguém soube dizer. Já estavam separados novamente.
Como uma teoria de espaço-tempo, semanas se tornaram segundos, que se tornaram semanas novamente.
Ele continua um cara normal. Ela continua doida. O que mudou é que por um tempo foram só os dois no mundo.
Essa é uma história fictícia. Pra quem não sabe.

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