Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

segunda-feira, 17 de junho de 2013

No tempo certo

O fim de uma relação muda a gente como toda estação muda o ambiente.
Algumas relações nos afastam dos outros;
Algumas relações afastam a gente de nós mesmos.

Somos um livro aberto, de páginas brancas?
A teoria da tábua rasa tem lá suas controvérsias, e eu já não sei se somos ou não seres destinados a algo. Contradições por todos os lados, qual é mesmo o meu destino? Quem é nosso amor de verdade?

Aprendi que alguns beijos fazem falta, e outros nem tanto. Não somos puro aprendizado, não somos puro prazer, mas é na ausência destas pessoas que aprendemos algo.
As coisas que não conseguimos mudar sempre perturbam demais. Tem sempre alguém que queremos dominar, alguém cujo gostamos de mostrar superioridade, alguém de quem precisamos para sermos mais fortes.
Precisamos estar acima de alguém, nem que seja em nós mesmos.
Uma relação de posse pode não ser sadia, pode não permanecer nas boas lembranças. 
Quem gosta muito de dominar os outros pode estar deixando a mercê os próprios medos, as próprias fraquezas, e então vê aqui a única forma de escondê-los.

Tudo tem seu fim, assim como todo o final sempre abre brechas para um novo começo. Redundante e óbvio para você? Para mim não. Certas coisas a gente nunca quer que acabe e então ficamos neste ciclo, e ao final dele sempre se espera pelo próximo, um novo começo, e de novo, e de novo.

As coisas acontecem mesmo no tempo certo? Que tempo é esse? O que queremos dos outros, afinal?
Pergunte. Questione. Duvide. O amor é sempre um ideal...

A vida vai passando como um vídeo de imagens borradas, exibida ao público de uma praça lotada. Amores chegam e vão, mas não temos o controle de parar ou voltar a filmagem. Ao darmos conta das cenas que perdemos mudamos nossas ações assim como as estações mudam o clima; Todo ano tem o mesmo inverno, mas nenhum deles é igual aos outros, pois o que eu fui ontem interferirá no que sou hoje e isto já muda tudo! Vamos adquirindo (novas) formas e ressignificando outras. Não adianta dizer que não se vê grandes transformações, ou que ainda somos a mesma criança de sempre... Eu não sei no que continua igual, mas só de mudar nossos pensamentos, nossas perspectivas, já mudamos quem somos.
Já tomamos outro destino, que começou aqui, no futuro, no pensamento.

As paixões também mudam a gente. Não no tempo certo, mas mudam quando aparecem.




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