Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

sábado, 15 de junho de 2013

Algo que (não) faz diferença

Estamos sempre inacabados, e por isto nunca somos pessoas totalmente resolvidas.
Não é apenas uma postura defensiva minha, Ser humano pode ser ter a predisposição de sempre se reconstituir, abaixar a crista de vidro desse tal ego, e admitir que uma vez, e tantas outras, erramos.
Olhe para os lados, não se deixe enganar por cascas vazias, este mundo de ideias só dura até darmos conta dele. Ninguém é o centro das atenções para sempre, ninguém é bom o bastante para todos.

O problema é que nossa arrogância não nos deixa ver muitas coisas... E o pouco que enxergamos podem ser apenas desejos, ilusões sombrias e brincalhonas, nos deixando pensar que somos grandes, nos tornando frios.

Preste atenção, ouvir o outro nem sempre é estar com os ouvidos abertos. Quem sabe é, mesmo que difícil, compreender que ali existe um ponto de vista diferente, outro alguém nem pior nem melhor do que eu. Às vezes queremos ser melhores do que já somos e com isto atropelamos os que estão na nossa frente. O que faz a diferença em mim? O que eu sou por dentro? Toda a manipulação deixa visíveis nossas fraquezas e fracassos.

Nossa cabeça é inquieta, uma revolução de poucas proporções, mas de grandes resultados para nós... Afinal, tudo que faz barulho incomoda os outros, a música alta sempre faz bem para quem curte. Como você lida com isto? Somos apenas garotos brincando de sermos deuses...

Entramos em colapso quando deparamos que ao longo de tanto tempo não enxergávamos nada além de nossa própria imagem, retorcida, num espelho. Quem eu quero ser? O que esperar de mim?
Existem pessoas que conhecemos que não dávamos nada por elas, e hoje valem uma vida toda.  Assim como existem pessoas que dávamos muito, mas que hoje pouco faz sentido para nós, porque tudo na vida muda, 
tudo se ressignifica.



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