Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Trem dos Sonhos


Será que, se os trilhos não fossem o limite, algum trem iria até onde nenhum homem jamais foi?


Eu disse à minha mãe: "Chegou a hora de ser independente."
Juntei duas mudas de roupas, guardei o bolo que ela fez na mochila e saí.
Porque quando alguém sai debaixo das asas dos pais, está na selva. Tem que virar mercenário, tem que virar esperto, camaleão. Adaptar-se.
Vamos, todos, pegar o trem na estação. Não que seja um trem comum, muito ao contrário, e não pense besteiras. É o trem dos sonhos. O que não apita, não produz fumaça e não conseguimos ao menos ouvir o atrito das rodas com os trilhos.
Vai ser melhor. Sair de circulação, não me limitar a meros caminhos feitos por outras pessoas. Vamos seguir o vento, como um barco à vela que vaga em alto mar. Nesse trem vamos poder ser nossos próprios engenheiros, arquitetos de nossa vida, e até mesmo, como se pra adoçar um pouco nossos dias, vamos poder ter alguns pesadelos, que serão de mínima importância, visto que, ao acordar, teremos mil e uma coisas boas por fazer.
Comecei a andar melhor quando percebi que a chuva não cai só pra mim. Quando entendi que, cada vez que eu colocava meus próprios problemas no bolso e saia ajudar um amigo, não era por pura amizade. Era, e sempre foi, medo e incapacidade de resolver os meus próprios. Somos tão bons em aconselhar, e tão ruins em resolver nossos entraves.
Eu continuo no trem, e hoje não sei patavina de onde estou. Até ontem, estava salvando o mundo, ao lado do Batman, com meus poderes únicos. Qual será a de hoje? 
No trem da vida, os trilhos não existem, e o maquinista é você. 

Qual é a distância do teu coração?

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