Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

domingo, 28 de abril de 2013

Eu quero consertar o mundo...

Eu já sabia que eu era clichê, mas não fazia ideia do tanto!
Trago mais uma parábola adaptada e que fica circulando pelo mundo virtual sem ninguém saber de onde veio.
Boa leitura!
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Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas, e como todo cientista, buscava respostas da forma mais empírica possível. Ele tinha pressa. Pressa em mudar um mundo já tão castigado por horrores, miséria e desgraças.

Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu laboratório. Atento, como uma criança de sua idade, perguntava sobre tudo que se encontrava nesse santuário racional. O garoto estava decidido a ajudá-lo a trabalhar. 
O cientista, nervoso pelas interrupções, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar, esclareceu que seu trabalho era sério, e não cabia espaço para a ajuda de uma criança. O menino, desapontado, voltava triste para o quarto.
Todos os dias a criança voltava, sempre com os mesmos porquês, com as mesmas dúvidas, com a mesma disposição. Cansado de seu próprio trabalho e vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção.

De repente deparou-se com um enorme mapa do mundo extremamente detalhado, pendurado na parede como enfeite. Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em centenas de pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:


— Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho.


O cientista calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa, se é que não desistisse da tarefa e fosse procurar outra coisa para brincar. A criança saiu do laboratório satisfeita, e mais ainda o pai por enfim ter tempo para pensar e trabalhar sem interrupções. 

Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:


— Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!


A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível uma criança na sua idade ter conseguido recompor um mapa do mundo tão complicado e que jamais havia visto em tão pouco tempo. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de apenas uma criança. Caminhou para fora de seu laboratório; lugar onde ele está acostumado a ter todas as suas soluções.

O cientista deparou com a criança deitada no chão confortavelmente, esperando o pai chegar. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como meu filho havia sido capaz de consertar um mundo tão complicado?
Então ele perguntou:

— Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?

— Papai - começou o garoto com o pensamento lógico e concreto na cabeça - eu não sei como é o mundo, mas quando você tirou o papel da parede para recortar, eu vi que do outro lado havia uma figura humana. Quando você me deu o mundo para consertar, eu fiquei tentando, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem atrás. Então virei os recortes e comecei a consertar a figura humana, que é a que eu já conheço. 
Quando consegui consertar o homem, virei à folha e vi que havia consertado o mundo.

Autor desconhecido
Adaptado


Um comentário:

Fernando Silva disse...

A gente sempre quer consertar os outros como e esquecemos de que primeiro precisamos consertar a nós mesmos.