Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Espiritualidade como movimento

Historinha antiga, cheias dualidades e criticas. Não estou interessado em saber se é mais um fake da internet, apenas achei interessante a visão cientifica misturada numa concepção religiosa.
Enjoy! 
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Numa sala de aula, por volta do século XIX, um professor pergunta ao seu aluno:
Professor: Você é Judeu não é filho?

Estudante: Sim, senhor.
Professor: Então, você acredita em Deus?

Estudante: Absolutamente senhor.

Professor: Mas, Deus é bom?
Estudante: Claro que sim!
Professor: Deus é o todo poderoso?
Estudante: Sim.
Professor: Sabe, meu irmão morreu de câncer mesmo orando a Deus todos os dias para curar ele. A maioria de nós tentaria ajudar os que estão doentes. Mas Deus não fez. Como pode então Deus ser bom então? Hunn??
(Estudante ficou em silencio)
Professor: Você não pode responder, pode? Vamos começar de novo meu jovem.
Deus é bom?
Estudante: Sim.
Professor: Satanás é bom?
Estudante: Não.
Professor: De onde Satanás se originou?
Estudante: De...  de Deus.
Professor: Você está correto. Diga-me filho, existe maldade no mundo?
Estudante: Sim
Professor: Se Deus criou tudo, então quem criou a maldade?
(Estudante não respondeu) 
Professor: Existem doenças? Imoralidade? Ódio? Feiura?  Todas essas coisas terríveis existem no mundo, não existem?
Estudante: Sim senhor.
Professor: Então quem as criou?
(Estudante não respondeu)
Professor: A ciência explica que temos cinco sentidos para identificar e observar o mundo a nossa volta. Diga-me filho, alguma vez você viu Deus?
Estudante: Não senhor.
Professor: Alguma vez você sentiu o seu Deus? Sentiu o gosto? Cheirou? Alguma vez você já teve alguma sensação de Deus nesse sentido?
Estudante: Não senhor, eu temo que não.
Professor: E ainda assim você continua acreditando nele?
Estudante: Sim
Professor: De acordo com perícia testável e Protocolo de demonstração, a ciência diz que seu Deus não existe. O que você diz a respeito rapaz?
Estudante: Nada. Só tenho fé.
Professor: Claro, a fé. Esse é o problema da ciência tem que enfrentar...
Estudante: Professor, existe no mundo o calor?
Professor: Sim
Estudante: E também existe frio?
Professor: Sim
Estudante: Não senhor, não existe.
(a classe ficou silenciosa com essa mudança dos eventos)
Estudante: Senhor, você pode ter muito calor, até mais calor, super calor, mega calor, calor branco, pouco calor e até calor nenhum. Mas não existe nada chamado frio. Podemos alcançar 458 graus abaixo de zero que seria a total ausência de calor, mas não podemos ir nada além disso. Não existe o Frio. Frio é apenas uma palavra que usamos para descrever a ausência total de calor. Não se pode medir o frio. Calor é energia. O frio não é o oposto do calor, apenas a ausência dele.
(Professor ficou em silêncio)
Estudante: E a escuridão professor? Existe a escuridão?
Professor: Sim. O que seria a noite se não existisse a escuridão?
Estudante: Você está errado de novo senhor. Escuridão é a ausência de algo. Você pode ter pouca luz, luz normal, luz brilhante, um flash. Mas se você não tiver luz constantemente você não tem nada, e isso é chamado escuridão, não é? Na verdade escuridão não existe, se existisse você seria capaz de torná-la ainda mais escura, não poderia?
Professor: Mas o que você está tentando provar jovenzinho?
Estudante: Senhor, eu estou provando que sua filosofia é falsa.
Professor: Falsa? Pode me explicar como?
Estudante: O senhor está usando uma premissa de dualidade. Você discute que existe vida e existe morte, um bom Deus e um mau Deus. Você está vendo Deus com o conceito de uma coisa finita, algo que podemos medir. Senhor, a ciência não pode nem explicar o pensamento. Diz que usa eletricidade e eletro magnetismo, mas nunca o viu e muito menos totalmente o entende. Para ver a morte como o oposto da vida tem que ser muito ignorante, ao fato que a morte não pode existir como uma coisa substantiva.
A morte não é o oposto da vida e sim a ausência dela. Agora me diga professor, você ensina aos seus alunos que o homem evoluiu do macaco?
Professor: Se você está se referindo a teoria da evolução do homem, sim é claro que ensino.
Estudante: Alguma vez você teve a oportunidade de observar a evolução com seus próprios olhos?
(professor balança a cabeça e sorri quando percebe aonde o argumento vai levá-lo)
Estudante: Desde que ninguém nunca observou o processo da evolução e não pode nem provar que ela é um processo continuo, você não está apenas ensinando a sua opinião, senhor? E se ensina sua opinião você não é mais cientista do que um padre. Certo, senhor?
Existe alguém aqui que tenha alguma vez escutado o cérebro do professor? Sentido? Tocado ou sentido cheiro? Parece que ninguém nunca o fez certo? Então de acordo com as regras lógicas de protocolo de demonstração a ciência diz que o senhor não tem cérebro. Então, com todo o respeito senhor, como nós podemos confiar em suas palestras?
Professor: Imagino que você terá que aceita-las por fé meu jovem.
Estudante: É isso ai senhor! Exatamente! O link entre o homem e Deus é a mesma fé que mantém todas as coisas vivas e em movimento!


A propósito dizem que esse estudante era Albert Einstein.
                                                                                                                                   Autor desconhecido

                                                                                                                                    Texto adaptado

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Então o que entendi é que Deus não criou a maldade. A maldade na verdade seria a ausência do bem, ou a ausência Dele.
Mas, como lidar com a espiritualidade num mundo tão cientifico? Deus é o que falam que é, ou seria ele essa força que mantém tudo em movimento? Seria esta força que separa as galáxias, a força que une cada molécula da vida, ou este ser opressor, machista, homofóbico e ditador como vejo até enjoar por aí.
Por um lado não canso de dizer que todos nós somos ateus (querendo ou não, admita esta realidade), e por outro reafirmo: Fé nunca teve nada haver com religião.


5 comentários:

Fernando Silva disse...

Belo post, Cau. Belo comentário no final, também. Se eu não me engano, isso mostra uma certa mudança de atitudo sua com relação à religiosidade ;)
De todo modo, eu entendo que a questão não é só a falibilidade da lei da dualidade. Existe uma aporia entre a onipotência de Deus e o nosso livre-arbítrio: se tudo acontece como a vontade de Deus (então ele é onipotente) então não há livre-arbítrio nosso. E se há livre-arbítrio nosso, então não pode ser influenciar tudo (e ser onipotente). Desse modo, só existem duas possiblidades: ou Deus não é onipotente e só esteve presente no momento da criação (deu um start) ou ele é onipotente e está presente em tudo, só que dentro de nós mesmos, inclusive daqueles que julgamos serem maus(quanto pior a pessoa, menos Deus ela tem, e maior o seu próprio ego). De todos os modos, o Deus que temos não é o Deus machista, racista, etnocentrista, megalomaníaco e homofóbico da biblia mas um Deus diferente mais relacionado com a liberdade humana e com os principios gerais do universo.
E com relação à evolução ela realmente não está totalmente comprovada (apenas as mutações e a seleção natural, o processo com um todo ainda não). Os cientistas se baseiam em "evidências". Evidências por evidências, também existem muitas de que Deus, espiritos e etc... também existem.

Sergio disse...

Muito bom seu post. Realmente fé não tem nada haver com religião, Deus não tem nada haver com religião. As pessoas se tornam cegas devido a sua própria fé, ou melhor, sua ignorância (ausência de inteligência) caem na lábia de 'ditadores' disfarçados de padres ou pastores, pregam suas opiniões e não a 'verdade'. Na minha humilde opinião, Deus esta nas entrelinhas do mundo, 'escondido', para que somente quem tenha o foco e fé, possam vê-lo, senti-lo..."...Combatamos um bom combate, lutemos contra esses imensos dragões, mesmo que para os olhos da 'carne' sejam somente, moinhos de vento...Chegamos ao final da nossa jornada, a corrida esta por acabar, mas mantivemos a fé, e chegamos até aqui, e não esqueçemos nossas origens, nossos valores, e não nos deixamos ser infectados pelas 'doenças' do mundo..."

Carlos Filho disse...

hehe Sinto muito lhe dizer Fernando, mas eu continuo agnóstico/ateu.
Achei muito interessante esta aporia que você apresentou, nunca tinha pensado sobre ela. Deus como cada um de nós... hummm isto me faz lembrar o que sempre falo: Deus é cada alma viva, um humano em potencial.

@Sérgio, obrigado cara pelo elogio. Eu sempre falo sobre a diferença entre fé e religião pois uma não está ligada, necessariamente na outra. Fé um cientista tem em acreditar muito que seus experimentos existem. Fé um ateu tem em acreditar que deuses não existam, e por aí vai....

Marcos Quiron disse...

Bom, não foi ficar aqui puxando seu saco falando que seu blog é bom pq vc sabe que é.
Gosto da sua visão de fé (ou pelo menos o pouco que conheço). Fé está sim separada da religião. Pelo menos a religião que vemos hoje aos montes em todas as esquinas.
Uma vez me perguntaram se acredito em Deus. Respondi que não. Eu não acredito em Deus. Eu sei que ele existe. Assim como sei que o daqui algumas horas será dia. E onde está Deus? Concordo plenamente com você quando diz que "Deus é cada alma viva(...)".
Deus não é um, somos todos nós! Somos dotados da centelha divina. E temos toda a liberdade de fazer com que ela se torne uma bela fogueira ou apenas uma brasa quase imperceptível. Daí é que surge a bondade e a maldade.
Acredito que um dia chegaremos à um ponto onde teremos uma única religião e ella se chamará amor. Amor incondicional. Mas esse dia só chegará quando tivermos a plena consciência de que não preciso dominar o outro, de que posso estar em sintonia e harmonia com tudo a minha volta.
Sou utópico? Talvez. Mas apesar de tudo ainda acredito que no fundo, bem lá no fundo, há algo bom em todas as pessoas.


Namastê meu caro amigo!
_/\_

Carlos Filho disse...

Obrigado pela palavras Marcos! Concordo plenamente com o que disse. Utópico? hehe sim eu acho, mas o que seria de nós se não acreditássemos em algo, não é mesmo?
Cara que saudade de nossas conversas. Sua serenidade me faz falta, precisamos combinar de comer umas besterias por aí para por o papo em dia!
Namastê meu caro amigo!
_/\_