Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

segunda-feira, 11 de março de 2013

Como rocha, como noz

Dizemos muitas coisas sobre os outros.
Julgamos o tempo todo;
Mas o que falamos de nós mesmos?

Desvende o que sinto, já que você sabe tanto sobre mim.

Vivemos num mundo individualista, eu sei. Preocupados apenas com nosso próprio umbigo, nós nos perdemos sob as areias do tempo e afastamos de nossa própria história.
Sou tolo por ainda insistir em remar contra a maré? Em determinados momentos a gente nunca se reconhece. Insistimos em não querer; Desistimos quando temos.

Vivemos em desarmonia com aqueles que mais nos afetam. O tempo passa, e o problema não está na alma sedenta, ou nas armaduras que nossas características introspectivas criam, o problema está na nossa falta de compreensão, na nossa preguiça de entender os outros como alguém diferente de nós. Se você não se esforça para entender outrem, terás dificuldade de compreender a si mesmo.
Pense melhor, não é apenas meu coração que é de pedra, mas também as pessoas ao meu redor. Duras, como uma casca de noz.

Ao longo de tantas passagens acabei ouvindo, e presenciando, mesmo que sem querer, que algumas relações nos afastam de outras pessoas importantes em nossa vida, e com isso algumas relações nos afastam de nós mesmos.
Ninguém está interessado em quebrar suas próprias defesas, sair deste mundinho confortável e mágico. Aqui somos grandes, aqui temos o domínio de tudo (e de todos).

Repare que nós só ouvimos aquilo que damos conta de escutar, e o tempo nem sempre é um bom aliado; Talvez, quem sabe, seja um belo inimigo. A noz que fica por muito tempo dentro da casca acaba apodrecendo.


Amor, amizade, e até os inimigos; Nada disto se pede, se conquista. O que você faz com seu tempo?

4 comentários:

Marcos Quiron disse...

Infelizmente as coisas "estão" assim. Cada um no seu mundo, olhando para o próprio umbigo.
Mas ainda há esperanças. Enquanto houverem pessoas que gritem aos quatro ventos aquilo que ninguém quer ouvir, mas que todos precisam saber, há esperanças.
Continue gritando Carlos!

Namastê!
__/\__

Danielle Bárbara disse...

Ser humano... tão complexo ne?! E quando refletimos a respeito de relacionamentos se torna ainda mais complexo. É muito estranho, ao mesmo tempo que nos tornamos cada vez mais egoístas e egocêntricos, necessitamos tanto do outro, do seu amor e aceitação. Fiquei pensando se isso é necessário, faz sentido, ou porque acontece. Na realidade não sei, apesar de ter e conhecer algumas hipóteses... Mas é interessante perceber como as pessoas não compreendem a si mesmas antes de tentarem compreender, ajudar ou amar os outros. Às vezes, pareço desacreditar do potencial humano, ao perceber tantas coisas incorretas, pensamentos medíocres,pessoas mesquinhas... Por outro lado, ao refletir melhor, também percebo que há esperanças. Afinal, tudo é como uma moeda... Há sempre dois lados!

Fernando Silva disse...

Interessante a metáfora da noz. É por isso que acho que temos que plantar constantemente. É o ócio que faz com que a noz apodreça....

Paloma Raphaela disse...

"O problema está na nossa falta de compreensão, na nossa preguiça de entender os outros como alguém diferente de nós. Se você não se esforça para entender outrem, terás dificuldade de compreender a si mesmo.
Ninguém está interessado em quebrar suas próprias defesas, sair deste mundinho confortável e mágico. Aqui somos grandes, aqui temos o domínio de tudo (e de todos)."