Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Humanismo exacerbado

Temos um potencial cósmico; e o nosso tempo não é o mesmo Tempo dos outros.

Cantamos aquilo que não conseguimos falar, pois certas palavras nos machucam demais para serem apenas ditas em letras sem voz, sem ritmo e harmonia. Procuramos a melhor forma de sermos-nos mesmos, ao mesmo tempo em que não queremos ser ninguém.
Ser humano significa ser os ser mais complicado do mundo. 

Somos o quê na verdade?
O que somos não implica, apenas, numa escolha nossa, mas é nossa a escolha de decisão.

Ás vezes tendo a me observar. Gosto de pensar no que me tornei, no que meu coração é hoje; nem quente demais a ponto de me queimar, mas também nem frio o bastante para me congelar.
(A quem diga que o equilíbrio é perigoso, mas eu também tenho lá minhas dúvidas, pois duvidar faz parte de mim)


Olhe para aquelas luzes e me diga no que vê. É claro demais, não é mesmo? Eu custei a aceitar que precisamos de um pouco de sombras para poder ver melhor. Precisamos nos machucar com os espinhos para aprender a mexer com as rosas. Precisamos cair, para então aprender a se levantar.


Apegamos ao sagrado para mitigar tantas coisas, mas nunca nós ensinam a separá-la de nossa própria fé.
Somos livres? A gente acaba aprendendo que não podemos voar como os pássaros, mas podemos construir um avião para estar nas nuvens juntos deles.
Não conheço meus limites, mas a vida acaba me mostrando como ela é sem querer se mostrar, me ensina a dançar sem mostrar qual será o próximo ritmo, me ensina a conviver, mesmo eu querendo estar só.
Tudo acaba sendo uma surpresa...
Por que se fosse previsível, não teria a menor graça ser humano.

3 comentários:

Danielle Bárbara disse...

Palavras profundas... São muitos pensamentos bacanas em um único texto, mas algumas coisas chamaram minha atenção. Por um bom tempo considerei o equilíbrio como a maneira mais sábia de se viver, e após ler o texto, comecei a me perguntar: o equilíbrio é mesmo necessário? Ou não passa de mais uma tentativa de proteção, mais um modo de evitar todo e qualquer sofrimento? Então, penso que sim, o equilíbrio é perigoso, pois pode nos impedir de viver muitas coisas. Às vezes é bom e necessário nos queimarmos, em outras situações congelar-se não faz nenhum mal. E acredito que nesse trânsito amamos, odiamos, sofremos, nos alegramos, lidamos com ganhos e perdas. E, sinceramente, não sei se o equilíbrio proporcionaria tantas experiências. Experiências que por si só não trazem nenhum tipo de aprendizagem, mas após um processo de reflexão podem mudar nossa maneira de ver cada situação vivida, e modificar muitos aspectos transformáveis. No entanto, isso pode ser muito doloroso, e nem todos possuem coragem o suficiente para encaram, outros param no meio do caminho e poucos realmente se engajam nesse "projeto". Nos dois primeiros casos, cabe apenas viver no comodismo, sem encarar novos desafios, experiências, sofrimentos, alegrias, e como consequência, podem assumir uma vivência medíocre. Já no último caso, aí sim, tudo é muito intenso, e apesar muitas vezes parecer impossível ou insuportável, nunca desanima de viver como um SER HUMANO. Afinal, muitos apenas sobrevivem, mais poucos assumem verdadeiramente sua existência nesse mundo!

Carlos Filho disse...

Muito obrigado pelos review Danielle! hehe é exatamente o equilíbrio a peça mais incomoda de tudo isto, e que muitas vezes se torna uma proteção, que nós impedem de aprender, pois não temos tantas experiências assim estando em "harmonia". O que uma angustia não faz de bom para nossas vidas, não é mesmo?

Fernando Silva disse...

Isso me lembra um texto que falava sobre a experiência. Ter experiência (especialmente se elas forem intensas) é uma das coisas mais importantes do mundo. Mas tempo não significa experiência. Às vezes temos muitas experiências em pouco tempo e poucas experiências em muito tempo. É por isso que quando alguém pede respeito por "ser mais velho" ela está errada. Todas as pessoas merecem respeito por "serem pessoas". O fato de ser mais velha não garante à ela mais experiência que ninguém.