Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Até parece terapia...

Eu já vi esta novela acontecer...
É incrível como as coisas parecem estar no mesmo lugar, mesmo depois de tantas passagens. Quem sabe não houve caminhos trilhados, mas sim voltas; Voltas ao redor de um mesmo circulo.

Por que não aprendi vendo os erros dos outros?
Estou sufocado em angustias nas quais não consigo compartilhar. Meu coração treme, pulsa de maneira irregular como se quisesse sair, procurar um novo corpo, ou uma nova mente a quem possa se alinhar.
Nada adianta ter bons sentimentos, esperanças e boas intensões se os juízos já estão comprometidos.
O coração padece sem uma mente sã.

Sou complicado; mas ainda continuo usando o mesmo discurso de que ninguém é simples. A discórdia é a pior inimiga de todos nós, mas brigar com sigo próprio é pior do que se imagina.
Não somos quem pensamos ser, e isso causa um espanto fora do comum.

As palavras causam dores, e muitas vezes por que elas sempre têm milhões de interpretações diferentes. Cada cabeça um mundo inteiro, e em cada cabeça, uma visão diferente sobre a mesma situação! 
Hoje, paguei o preço da sinceridade, cujo valor nem eu mesmo estava disposto a pagar se soubesse antes. Olho para os lados, queria poder cantar aquilo que não sei dizer, aquilo que não me faz bem. Talvez seja por isto que é tão confortante escrever. Até parece terapia, mas não é!
Vejo as pessoas ao meu redor, e as que estão distantes também, e tento imaginar, pensar com esforço, como será a vida para eles; mentalizar de como eles enxergam o mundo. Quando era criança sonhava ser possível entender a todos, como mágica, como um talento.

Eu cresci, e decepcionantemente percebo que quando criança não sabia o que sonhava. O tempo mostra, da maneira mais dolorosa, que nós não podemos entender ninguém. 
Eu não entendo nem a mim mesmo.


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