Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Que Não Quero Ouvir


Eu estava caindo, lembrando de todos os beijos,
Dos toques com as pontas dos dedos,
Dos sorrisos espontâneos e das conversas intermináveis.


Eu parei de cair quando percebi que a dor era maior que o amor.
Então percebi onde estava, o que estava fazendo e pra onde estava indo.
Eu estava caindo no abismo, 
Estava dando as costas para todo o resto, mais uma vez,
E estava pulando, procurando abraçar a tua imagem, o teu pedestal.
Sem querer um abraço em troca, eu só queria poder olhar nos teus olhos de pedra, e depois sofreria calado todas as dores que a falta de uma lágrima mútua podiam me fazer sentir.

Então eu parei, em pleno ar.
Você me olhou espantada, se é que seu rosto podia transparecer alguma coisa naquele momento.
Talvez não fosse isso que você esperava.

Quando estamos apaixonados só vemos as perfeições da pessoa.

Eu me vi novamente olhando para o abismo lá embaixo, mas agora, tudo diferente. No fundo não haviam rostos, sorrisos, nada além de um inferno de fogo e calor.
Virei as costas e também sorri, dessa vez havia entendido. Tudo o que tivemos foi muito além do que eu esperava.

Eu só quis ter demais.

De tanto acreditar, faríamos floresta do deserto e diamantes de pedaços de vidro.

3 comentários:

Regina Doroty disse...

Nossa, que profundo *-* Fui lendo e foi sendo criado na minha mente como um filme ! rs

Carlos Filho disse...

O que seria de nós sem as esperanças e nossos sonhos? Isto é combustível para nossas motivações, é o que difere um depressivo de um 'são'.
Viramos as costas para muitas coisas, pq estamos tomando decisões o tempo todo; E toda decisão implica numa perda.
Estamos dispostos a assumir a responsabilidade pelos nossos atos, sim ou não?

Felipe Bazzanella disse...

Regina, muito obrigado pela visita mocinha, prometo que vou retribuir hoje mesmo xP

Carlos, só quem toma atitudes pode experimentar as consequencias das escolhas. Mas é preciso ser forte para seguir em frente depois de grandes tropeços.