Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Duas Emoções, Mil Caminhos


Estamos em uma sala totalmente branca, como se num tabuleiro de xadrez.
Ele está ali, no meio da sala, parado, olhando para baixo, pensativo.
E eu, um pouco amedrontado, estou aqui escondido, analisando-o.
Eu o conheço há anos. Eu sei tudo sobre a vida dele, e ele nunca precisou proferir uma palavra para que eu o entendesse. Mas são os últimos acontecimentos que o tem deixado atônito. Eu sequer consigo ler os seus pensamentos, como se ele tivesse construído uma parede em volta dos seus sentimentos, para que ninguém mais visse, ou julgasse, ou interferisse.
Eu o conheço muito bem. Ele sempre foi sentimental, ao extremo. As suas escolhas sempre foram as da emoção em primeiro plano, pois, como costumava gabar-se: "Eu ouço o meu coração."
Porém hoje esta frase está o matando. Não existem mais dois caminhos distintos á sua frente; Mas sim, milhões de combinações diferentes, pois agora ele não enxerga somente o que está imediatamente de cara para si; Agora ele enxerga além-mar, agora ele calcula quocientes de felicidade, de tristeza, de sorte. Agora existem duas essências em cada mão: Emoção e Emoção. 
Eu tento chegar mais perto dele, mas ele tenta me reprimir. Ele me olha, primeiro com um olhar ameaçador, depois com um olhar suplicante. O que está se passando dentro dele?

No meio da sala há um lustre, e, conforme eu me movimento, as sombras que projeto quase parecem-se com um cavalo.
Desculpe-me se eu não posso te ajudar.


Um comentário:

Carlos Filho disse...

Qual é o seu Eu que você mais gosta?
Qual é o Eu que mais te afeta?

Qual é o melhor Felipe?