Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Um Dia, Fui Teu


Eu gostaria de soltar todos os meus sentimentos agora,
Mas isso me mataria. Eu mudei, um dia eu teria feito isso. Faria loucuras.
Realmente as coisas mudaram.
Eu não acordo mais com um bom dia.
Mas o gosto...

Eu vejo as pessoas, elas vivem, mas onde está a perserverança?
Se é que ela algum dia já existiu..
Um amor, gente, um amor de verdade não se esvai pela distância que for, muito menos de um dia para o outro! O amor, de tão inexplicável, me chama de hipócrita por tentar explicá-lo.
Mas as cócegas...

O seu vôo já está partindo, e o meu coração também.
Eu tento, por Deus eu tento não olhar, não colocar a mão na janela para me despedir.
E aquele nó na garganta é o mesmo.
Mas a vida mudou, o tempo passa, o relógio do mundo nunca pára.
E esse "tempo", tão relativo quanto o próprio "amor", carrega as coisas e transforma tudo.
Mas o gosto das lágrimas que insistem em brotar dos meus olhos continua igual, tanto quanto as cócegas que elas fazem em meu rosto ao caírem.



4 comentários:

Carlos Filho disse...

Bom dia meu caro! Texto um tanto pessoal mas, muito belo.
O sofrimento amoroso é, de fato, muito ruim quando parece sufocar todos os outros sentimentos, não é mesmo?
E não adianta querer sublimar, ele sempre arruma uma forma de aparecer... ato de amar faz parte de nós, por isto é tolice viver negando-o.
Por isso amar não difere das outras coisas presentes na vida: Aparece no nosso presente, as vezes volta, as vezes não volta nunca mais, porque "o para sempre, sempre acaba."
Uma excelente semana e bons estudos.

Felipe disse...

Bom dia caro amigo, agradeço primeiramente suas palavras calorosas. A respeito delas(suas palavras) lhe respondo com as mesmas que voce me disse há algum tempo. Quando se conhece a mágica... certo?
O amor, eu já disse, vai me chamar de hipócrita. Mas eu acho que o conheço, ou as vezes acho, e como uma onda inesperada ele me bate no rosto.
Espero vivamente que suas palavras finais, incluindo o "as vezes volta" façam parte de sua vida. HEHE(riso maligno)
Um abraço e ótima semana rapaz.

Carlos Filho disse...

Depois eu que sou um clichê lol.
Bem, acredito que não fui muito claro em minhas palavras, mas gosto tanto de você a ponto de não saber se é melhor te ver angustiado (para depois te ver superando a angustia e te ver crescendo como pessoa), ou se é melhor bater em seus ombros e dizer confortavelmente que "o amor é assim mesmo".

No geralzão só me resta lhe dizer uma coisa: Não é o Tempo que cura as feridas, mas sim COMO Você passa por ele. Nada adianta esperar o tempo passar sem cuidar da ferida, sem por aquele mertiolate. A ferida pode até fechar, mas deixará marcas indesejáveis.
O que você fez todos estes anos, sublimou ou evoluiu? (não é para responder)
Espero ter a oportunidade de conversar com você mais vezes.
Um abraço

Felipe disse...

Caro amigo, primeiramente sou clichê pois aprendi com você. Direto assim hahaha
O que eu venho aprendendo todos estes anos é que, como eu disse, as lágrimas continuam sempre as mesmas. Nada melhor que o seio de mãe para acalmar não é?
E você, eu digo você, caro amigo, atropelou, sublimou ou evoluiu? Porque você deve saber, talvez até melhor que eu, que atravessar um caminho de brasas é muito mais fácil do que esperar a chuva apagá-las, mas muito mais doloroso no final..
Outra coisa, você pediu para que não fosse respondido, mas eu evoluí muito, você é prova de algumas dessas mudanças já.

Se quiser conversar, traga um vinho que a macarronada é por minha conta!
Dois abraços.