Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

domingo, 12 de agosto de 2012

Eterno amor neurótico

Que negocio é esse de fugir das decepções? Você vive na ditadura da felicidade?
Bondade, espirito, valor, tranquilidade, verdade, união, paixão, esperança, felicidade...
Cadê o espaço para o sofrimento?

"Eu quero uma coisa perfeita, eu quero algo ideal, eu quero algo eterno."
Buscamos a felicidade (Apenas e somente a felicidade!). Estamos sendo enganados, abrem os olhos, quem nunca sofre pode Cair com mais facilidade.
Porque o sofrimento existe.

Temos ideais que lançamos para perfurar as barreiras dos outros o tempo todo. O outro só me ama por que vê em mim algo de seu interesse.
Se soubéssemos realmente amar, não amaríamos como amamos.

Para você, do time da Paixão: Ame! Mas ame com a cabeça, e não com o coração. O amor verdadeiro pode ser uma hipocrisia pessoal.

No fim das contas somos todos neuróticos. 
Uns para mais, outros para menos.

5 comentários:

Allisson Vasconselos disse...

Isso é tão freudiano... e tão 2009! E nem todos são neuróticos, senão não existiria a psicose. Quanto à busca pela perfeição, culpe o estádio do espelho! Quem manda acontecer a identificação com o outro, que na verdade sou eu, mas eu projetado, eu na completude, eu sem falta? Culpa desse reflexo essa busca por um eu ideal que nunca (leia de novo), NUNCA será alcançado. Reflexo porém necessário, pois imagina se não passássemos por ele... Ficaríamos ligados a nossa mãe como ser indissociável pra sempre, e isso é terrible! Seríamos todos loucos. Agora deixa eu te explicar o Édipo em Lacan? HSHAUSHAUSHAU

Allisson Vasconselos disse...

Aaaah, o amor é sempre neurótico, então o título é redundante... um pleonasmo necessário!

Carlos Filho disse...

Olá para você também meu caro,
psicanalistas (ou pseudo-psicanalistas) são tão chatos, sempre achando que tem uma resposta para tudo.

Sim, toda esta ladainha de ideal nunca alcançado, estágio do espelho, psicoses e blábláblá faz algum sentido mesmo, mas não é toda a receita do bolo. E eu sei que isso é redundante, era esta a intenção. Não existe amor que não seja neurótico. Eu só estava brincando de "chover no molhado".

E não... Não quero saber do Édipo em Lacan.

Allisson Vasconselos disse...

Existencialistas são tão abstratos... E eu além de psicanalista tenho uma veia comportamental (olha o ecletismo!). Sou determinista duas vezes: uma pelo inconsciente e outra pelo ambiente HSHAUAHUSHAUSHAU (Cá entre nós, ninguém é totalmente possibilidade. Quem me dera se eu fosse!)

Fran disse...

"Se soubéssemos realmente amar, não amaríamos como amamos."

De fato! É fácil dizer com palavras que se ama alguém, mas o que é amar?
Talvez aceitar a pessoa do jeito que ela é, sem reclamações, sem cobranças, sem exigir mudanças... Desejar que alguém mude é ver nela alguém que ela não é? Não sei, e quem sabe?