Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pessímismo, Realismo, ou nenhum dos treze?

Um; Nossa geração é conhecida como geração gama, ou geração individualista. Apenas ligamos para nos mesmos, antes de qualquer outra coisa.

Dois; Ciclos ecológicos estão se rompendo em forma de desastres naturais. A natureza está manchada e gravemente ferida enquanto levantamos a bandeira do progresso tecnológico.

Três; A espiritualidade está em crise, e o respeito às diferentes formas de manifestações religiosas parece estar ficando para trás. Quem disse que Deus (ou deus, ou os deuses) não morre está seriamente enganado.

Quatro; A educação pede socorro. Estamos dando mais valor, prioridade e dinheiro a outros assuntos em nossa sociedade, e cada vez menos para a educação.

Cinco; A moda do consumo e da produção está em alta. Estereótipos e acumulação de riquezas parecem ser o novo significado do que chamamos de felicidade. Quem estiver fora, está fora do mundo.

Seis; Nunca se produziu tanto lixo na história da humanidade. Montanhas de poluição fazem parte do cenário das grandes metrópoles e a discussão sobre desenvolvimento sustentável ainda é utópico demais. Enquanto isto, o planeta ainda não arrumou uma forma de aumentar seu tamanho para caber tanto material.

Sete; As doenças são intermináveis. Eu não falo só das orgânicas, que "naturalmente" existem, mas de uma lista de enfermidades criadas por nós, em nossa maneira, caótica, de ser singular.

Oito; O Estado parece ignorar os princípios e a forma ética de lidar com a humanidade. Não se ouve falar em outra coisa que não seja corrupção. O Estado foi formado para zelar por nós, mas parece que até hoje eles nunca começaram a fazer seu papel. Enquanto os engravatados exibem seus poderes, milhões morrem de fome e sede, em total desgraça e sofrimento.

Nove; Não existe um lugar seguro para se viver confortavelmente. A violência perambula por todos os cantos do mundo, seja na sua forma mais brutal vista nas guerras até a violência interna. Basta estar consigo mesmo para ser alvo de agressão. Guerras são desumanas? Não. Apenas nós que guerreamos, logo a guerra é tipicamente humana. Nós que não sabemos lidar com nossa própria selvageria e intolerância.

Dez; A pobreza extrema não é um problema, é uma consequência! Dinheiro para salvar a economia de um Estado os banqueiros tem, mas para cavar um poço onde não tem água falta-se verbas. Nossas prioridades estão erradas, estamos vivendo de maneira errada. Sem mais.

Onze; Não respeitamos a diversidade das culturas, raças e escolha sexual. Matamos uns aos outros por motivos que se visto por cima, não têm a menor lógica. 

Doze; Estamos deixando de lado nossa sensibilidade para nos tornarmos máquinas, idênticas e insensíveis.

Treze; Hoje somos 7 bilhões, e em menos de cinquenta anos seremos mais de 10 bilhões. A família cresce, os recursos naturais se esgotam e a desigualdade nunca muda. O planeta parece não suportar mais nossa espécie.

E ainda vem uns me dizer qual é o amuleto da sorte que eu uso nos dias de hoje. Nós não precisamos de amuletos ou sorte, mas sim de mudanças. E quando digo NÓS não é para tirar a culpa de minhas costas para generalizar, mas sim para dizer que estamos ligados de alguma forma. Assim como um cão tem todas as neuroses de seu dono, o mundo tem a cara de seus habitantes.
Pantera

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