Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

sábado, 31 de março de 2012

Não Quero Ficar



Sabe quando fazemos coisas que  magoam as outras pessoas?
Tão frequentes...
Como pedir desculpas? Como tentar explicar que não foi por mal, que foi um instinto?
Que foi uma maldita má ideia abrir a boca e falar aquilo.
Que foi uma maldita má ideia ter tomado aquela atitude!

Me dê algo pra beber, pois já estou ficando lúcido novamente.

Não quero mais ver estes rostos me assombrando,
Estas vozes de pessoas mortas que gritam,
Essa criança que corre de mim em meus sonhos.

Eu só quero salvar o mundo,
Unir todas as forças que eu encontrar pela frente e trazê-las todas pra cá.
Controlar o mal ou destruí-lo?

Dê-me algo a mais para beber, pois minha cabeça já está parando de girar.

domingo, 25 de março de 2012

Lição das Trevas: Escolhas

O céu nublado indicava o sinal da chuva. Roncos longínquos eram os únicos sons que conseguia escutar. Ele perdeu o interesse de saber onde o som via assim que virou para mim com a mesma expressão gélida. Não gostava de sua presença; e acreditava que ele sentia o mesmo.

- Já parou para pensar o que você fez todos estes anos? Está realmente satisfeito naquilo que se mostra ao mundo?

“As vezes eu vejo apenas sombras no coração dos homens. Presos por aquilo que chamam de Destino. Tolos incompreensíveis. Passam uma vida inteira fazendo aquilo que não queriam. Vida amarga; vida tocada, Vida de gado.
Esqueceram-se da capacidade da escolha ou talvez nunca tivessem o conhecimento delas.
Tenho medo de ouvir que você é outro que espera conhecer a trilha final de vida para só então tomar postura do que fazer com ela. O que lhe impede de fazer isto agora? O que lhe impede de começar a mudar hoje? A vida pode ser breve demais...
Pense em suas ações garoto. O que tem vontade de fazer? O que você quer para a sua vida?"

- Eu já abandonei os sonhos da infância.

- Abandonou, pois fingiu amadurecer ou foi covarde demais para abraça-los? Quer mesmo ser só mais um como os outros?

A chuva caia finalmente. Pingos da mais pura tristeza inundava meu coração aberto pelas feridas das escolhas. Escolhi achar que não teria mais escolhas.

- É esta a sua decisão, permanecer calado? Se tiver vontade de chorar, chore! Se tiver vontade de se libertar, se liberte! Quer cantar? Mostre ao mundo sua voz!  Se quer mesmo me enfrentar, o que espera? Herói covarde, seus sonhos não se diferem dos meus.

- Sonhos que se realizam não são sonhos verdadeiros.

- Filosofia de proteção. Viva se negando se preferir. A escolha, ainda é sua.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Eu Já Amei (de)Mais



Eu tenho uma rosa...

Sim, eu já amei mais.
Hoje trago comigo endurecido o coração,
Que insisto em dizer que não há nada de errado.
Eu já amei demais, pessoas que nunca me retribuíram,
Que sequer tentavam demonstrar compaixão.

Suas pétalas começam a desabar...

As provas da vida, que antes eram regozijantes,
Agora são tão decepcionantes quanto o amor.

A minha rosa está morrendo...

Eu a jogo no chão, eu não quero mais saber dela.
O meu coração também está nessa situação.

O dia amanhece, o sol volta a brilhar..
E  um belo roseiral cresceu.

Da morte sempre pode crescer a vida,
Vinte vezes mais fabulosa.
Não negue, pois você pode se surpreender.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Poesia


Somos seres de medos, alegrias, e sonhos.
Nada mais.

Somos seres de solidão, união, e desespero
Nada mais.

Somos seres de doenças, curas, e ciências.
Nada mais

Somos seres da religião, fé, e descrenças.
Nada mais. 

Somos seres do ódio, amor, e amizade.
Nada mais.

Somos seres da guerra, paz, e crises.
Nada mais.

Nada mais que
Seres de carne, linguagem, e sentimentos.
Nada mais.



14 de Março, dia Nacional da Poesia



Três

... Foi quando percebi que eles tinham razão.
Foi...
Estava cercado por eles.
Em minha esquerda ele me olhava com o pescoço esticado para cima. Seus olhinhos enormes fixavam em mim com admiração.
Não pude deixar de não sorrir.
Mostrei a palma de minha mão para que ele pudesse pegar. Sua mãozinha quente logo envolvia meus dedos. Estavam molhadas.
Dei um passo em sua direção; ele ainda me olhava, mas querendo sorrir.

Como eu queria brincar mais uma vez. Correr pela terra seca e saltar mais uma vez naquele Rio.
As águas ainda são as mesmas?

Já era hora de voltar. Um passo de volta para o centro. Que distância cruel.
Lembrei dos outros. Virei os olhos para a direita e dei um novo passo, desta vez para a direita.
Ele ainda estava lá: Sério e imóvel.
Era estranho, seu olhar tentava achar os meus mas, eu desviava.
Ele que sorriu desta vez. Estiquei o braço para pegar sua mão, tinha que ser feito. Ele não exitou, esticou a mão pesada que logo encontrou a minha.
Um aperto forte e duradouro.

Uma sensação de segurança arrepiou a nuca, acompanhada de um luto incondicional. Agora eu também sorria, mas sem saber o por que.
O que foi que perdi?

Já era o momento de me afastar novamente. Bastava um passo para não consegui-lo ver em boa forma. Ainda falta um. Sabia que ele estava na minha frente, podia sentir mas para vê-lo tinha que levantar a cabeça. Ele estava lá, mas não me esperava. Afastava em passos para trás.
Não tinha cor e nem cheiro. Não tinha expressão, apenas movimento.
Como era difícil manter a atenção nele. O tempo ia acabar...
Estiquei a mão para tentar pega-lo, mas não dava!
Como era difícil.
Eu não podia fazer isto, eu não podia. Eu...

Porquê sozinho?

Foi a Coragem que me fez pegar novamente na mão deles. Uma mistura de sensações pulsava nas veias. Estava feita a linha de braços que me levou até o último para finalmente poder tocar naquela forma espiritual que se afastava.
Foi quando percebi que eles tinham razão: Uma corrente, dois amigos, e três Eu.




sexta-feira, 2 de março de 2012

Não Espere que Seja Tarde Demais



Não sei o que isso quer dizer. E sinceramente nem quero.
Eu tapo o nariz para não sentir o cheiro, o cheiro das lembranças,
De um tempo bom, de um pouco de calor para esquentar a minha pele fria pela manhã.
Mas como o sol vem,
O vento se apresenta também.
Eu repentinamente me abraço, mas não é uma forma de carinho, nem para demonstrar dor;
Repentinamente eu me abraço pois estou em uma camisa de força,
Assistindo imagens da minha vida das quais sempre quis esquecer.
Eu choro, e as lágrimas invadem meu rosto, desfocam minha visão.
Mas não há ninguém para secá-las.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Marionetes do Destino



O que nos trouxe até aqui?
Pode ter sido o medo, ou a coragem?
Palavras, a vida só é mais um jogo de palavras,
Um em que você as vezes acerta, as vezes erra, as vezes leva um pouco de sorte mas quase sempre quebra a cara.
Hoje percebo o porquê de meu pai sempre ter dito que ficaria mais feliz, se voltasse a época de criança...
O fardo é mais leve, temos pessoas que nos amam de verdade como ombros amigos,
Não essa falsidade que nos envolve como uma nuvem de fumaça.
?Será que te ama de verdade? Será que te respeita de verdade?
?Será que merece todo o amor e atenção que você dá? Será que você merece o que ganha?
Quem sou eu para julgar, se ainda não o fui.
O que nos trouxe até aqui, senão a própria vida?
Eu, você? Meros fantoches.