Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O choro é a falta de palavras?


Não acredito que as pessoas choram por uma cena de cinema simplesmente por causa da cena.

Para mim, existe aí algum nível de identificação, entre você, suas experiências, e o que você vê.
O que lhe falta?
(como se pudesse ser completo)

6 comentários:

Allisson Vasconselos disse...

Bem, já eu penso que isso é muito relativo. Pode haver a tal identificação? Pode. Mas nem por isso é a única forma de interpretar emoções provindas de filmes.
Interpretar apenas como algo provindo de experiências das pessoas, é negar que as mesmas possam desenvolver sentimentos pelos outros. É negar a empatia.
Ontem mesmo, enquanto via Sybil, filme baseado em fatos reais, senti repulsa pela mãe maldosa da garota. Seria isso uma sensação provinda de meu repertório simbólico? Não. Simplesmente achei horrível os atos como a impediosa mulher tratava sua filha (o que acabou gerando na mesma um problema mental).
Em filmes dramáticos (principalmente aqueles que realmente são feitos pra chorar, como é o caso de Diário de Uma Paixão ou Uma Prova de Amor), as pessoas vêm a chorar por sentir empatia, não por sentir identificação pela pessoa. É um fato apresentado no filme que pode vir a ocorrer realmente. Como penso, existem casos e casos. Pode ser a simples identificação ou o aparecimento de novas emoções, tal qual ocorre em filmes de terror, em que não sentimos medo por algo de nossa vida, mas sim por ele ter o intuito de assustar, apresentando situações estranhas a nós.

Carlos Filho disse...

O "filme" é apenas um exemplo. Qualquer pessoa pode se emocionar com um casal de velhos num parque ou uma linda criança que anda com seus pais.
A coisa não está no "filme", e sim na cena que se vê.

Allisson Vasconselos disse...

Continuo pensando que é relativo ;)

Carlos Filho disse...

Claro que é relativo! Aliais, tudo (ou quase) é pois, depende muito de suas experiências com o mundo.
jogue isso, misturado com sua subjetividade, misture um pouco com uma pitada de sal e veja no que dá. ;D

Allisson Vasconselos disse...

OK, explique então a aversão de alguns a filmes de terror como fruto da experiência e depois conversamos. Isso sem contar com pessoas que não sentem nenhuma repulsa ao ver "cenas" de tortura. Mas é claro: é fruto da experiência ;)

Allisson Vasconselos disse...

Correção: fruto da identificação.