Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Curem nossas doenças...


[...]Perceba a dor em que vivemos
Séculos de sonhos intermináveis 
Não há mais necessidade de ficar sozinho [...]


Até quando a humanidade irá conseguir se manter perante aos mesmos erros? Começo a dúvidar se é mesmo correto o hábito de ignorar sempre o ponto de vista dos outros. Levantar a bandeira do narcisismo para dizer que minha maneira de pensar é a melhor pode ser algo cruel. Cuidado, o último que levou isto a sério demais nos trouxe uma Guerra Mundial.  

Preferimos estar só, pois sozinhos nosso mundo é o mais correto. 

Quando foi que deixamos de ser Humanos para nós tornar Homens?
Você ainda está conectado ao restante do planeta Terra? Então, qual é o seu destino aqui?



Trecho musical e imagem reservados a banda Holandesa Epica

3 comentários:

Allisson Vasconselos disse...

Egocentrismo. Todos nós, querendo ou não, somos completos egocêntricos. Demonstramos isso desde a "fase da inocência", a infância, quando brigamos por um carinho de nossos pais com nossos irmãos ou por um brinquedo que não desejamos emprestar aos nossos amigos. O problema está em como você redireciona esse seu egocentrismo na vida adulta. Pode ser redirecionado para coisas muito boas, mas também para coisas negativas, como foi o caso de Hitler, que por pura vaidade iniciou aquela ridícula guerra que dizimou muitíssimas pessoas. O fato de ignorar o ponto de vista que não lhe pertence também é pura soberba. Esta, fruto do egoísmo e, às vezes, da falta de amadurecimento: é aquilo que trazemos da infância, "é meu, é meu e se não for meu, eu vou fazer pirraça, eu vou chorar, até que seja meu". O ser humano precisa rever seus conceitos antes que seja tarde demais, e o ser homem que habita em nosso mais interior venha a se apossar definitivamente do que somos. Como diria o cantar, "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" (pode ser o tal amor político, mas isso é outra história).

Carlos Filho disse...

Totalmente psicanalitico! hehe
De qualquer forma, acredito que é de extrema ignorância achar que existe cultura superior a outras.
Estou cheio de ver um fenómeno muito interessante que é uma certa "briga" entre Funkeiros e Metaleiros, cada um em seu extremo, disputando quem tem a "melhor música". Seu trecho do Renato me fez lembrar um pouco disso, e um pouco daquele saudosismo de achar que aquilo que era bom, o que vem pela frente não será tão bom quanto antes. "O mundo está perdido, hoje"

A mentalidade, como um todo humano, está gritando por mudanças...

Allisson Vasconselos disse...

Primeiramente, corrigindo um termo anterior: não é cantar, mas sim cantor. E eu ri do "totalmente psicanalítico" (revendo o que comentei, não é que tem uma pitadinha de psicanálise mesmo?). Também concordo com o que disse a respeito das culturas: não existe uma superior/melhor que a outra. Todas detém o mesmo nível; apenas os gostos e as aproximações variam. Eu, por exemplo, não curto funk nem muito metal. Prefiro um rock clássico ou um pop dançante, às vezes uma balada romântica. Mas nem por isso vou sair por aí "jogando pedras" (digo em sentido literal pelo fato que ocorreu recentemente com o vocalista de uma das chamadas bandas coloridas) em quem não curte o mesmo gênero que eu. O mesmo se aplica a religião, orientação sexual, classe social e ascendência. Precisamos pelo menos respeitar. Nem digo aceitar, pois nem Jesus, historicamente falando, foi bem aceito e agradou a todos; digo apenas respeitar no mais simples sentido da palavra. E quanto ao trecho de Renato Russo, se analisares bem provoca sim a primeira ideia, mas essa última do saudosismo nem se mostra tão evidente ao menos para mim. A meu ver é uma canção atemporal que pede apenas para que amemos as pessoas como se o dia seguinte não viesse a aparecer; amar com toda força, parecendo ser o último dia de nossas vidas. E esse amar pode ser tomado apenas como respeito, o que disse anteriormente. Por fim, concordo contigo: o ser humano precisa de mudanças urgentes; caso contrário, podemos esperar por uma nova forma de genocídio, agora em escala global, provocado pela simples aversão, pela repulsa ao diferente. Seria a globalização, principalmente o fluxo de informações, fator desencadeante dessa aversão, por muitas vezes divulgar uma única opinião como a correta? Tomemos Hitler. Imagine-o como um fluxo de informação à época da II Guerra Mundial. Ele acreditava que a raça ariana era pura, e os demais deveriam ser mortos. Ele era uma única opinião sendo tomada como certa na Alemanha durante esse período. E o que ocorreu?... Espero que tenha entendido o exemplo!