Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Acordes: Cap.6

Primeiros capítulos em Histórias;
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Preciso mesmo explicar como me senti quando ela sorriu pra mim?
Primeiro pensei que fosse seu namorado parado atrás de mim, me encarando, me jogando para fora dali. Mesmo em uma fração de segundos, senti um calor incomum subindo pelo meu estômago até meu pescoço, ruborizando meu rosto, mas mesmo assim, mantendo meus olhos conectados aos dela.

Ainda hoje quando a vejo sinto o mesmo calor.

Me sentei ao lado dela, e não lembro se em algum momento olhei para algum outro lugar senão seu rosto.
- Er, Oi.
- Olá rapaz! - Ela me respondeu com uma voz aveludada.
- O que você estava tocando?
- Epica. Gosta?
- Conheço algumas. - Menti. - Poderia cantá-la pra mim novamente?

O que em mim faltava de coragem, nela sobrava. Pra falar-lhes a verdade nem prestei atenção à música. A minha cabeça era só aquela voz. Quando acabou, virou para mim com aquele jeito infantil que eu já estava apaixonado e me fitava, parecendo que não sabia o que falar.

- Qual seu nome?
- Eduardo, e o seu?
- O meu é Yeda, muito prazer. - E me estendeu a mão.

Tocar aquela pele me deu calafrios. Os sinto até hoje, lembrando de nosso primeiro encontro.

- Foi você que eu vi andando na chuva, ontem a noite? - Com essa pergunta tive certeza que era ela e tive certeza também que algo crescia dentro de mim, exponencialmente comparado ao tempo que passávamos juntos.
Me sentia bem ao lado dela. Me sentia seguro, como se as asas daquele anjo protegessem-me.
- Sim, e presumo que era você do outro lado da rua. Desculpe se fui incapaz de conter os meus olhos, pois senti surpresa ao ver que mais alguém queria refletir àquela hora, sem falar que você é linda de mais, ainda mais ensopada.
Seu sorriso e sua risada baixinha inundaram meu coração de sentimentos.
- Estou preocupado, precisamos de mais um integrante em nossa banda. Estou consternado, eu não consigo achar meu lugar nesse mundo. Será que é tão difícil? Será que sou tão inseguro, tão imperfeito, que as peças simplesmente não se encaixam para mim? Devo estar fazendo algo errado, eu sei, mas ainda não encontrei um porque para tudo isso.
Então ela puxou meu queixo para seu lado, calmamente, e disse:
- Acho que nos encaixamos perfeitamente..
E me beijou.

Um comentário:

Juliane Bastos disse...

Olá Felipe, fico feliz que o Edinaldo tenha indicado meu blog, ontem ele comentou comigo sobre o seu e eu vim ver, só deu tempo de seguir, mas hoje vim aqui olhar melhor ele. rsrs

Eu estou admirada com a intensidade das tuas palavras, com a forma que elas acabam ecoando. Eu sou fã de blogs assim e com toda a certeza voltarei mais vezes.

Beijos e sucesso sempre. :D