Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Acordes: Cap.3, Parte 2

 Veja os capítulos iniciais em Neurônio: Histórias
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"O que alguém estaria fazendo a essa hora caminhando sozinho na rua deserta? " - Pensei.
- Será algum tipo de louco? - Falei baixinho. Ri na mesma hora. Não de como soou, mas lembrei de que era eu a louca caminhando sozinha na rua.
Senti um arrepio. E se fosse algum tipo de malfeitor? - "Não pode ser. " - Apostei. " Provavelmente seja só mais um querendo pensar na vida. "
E o medo foi desaparecendo, dando lugar a uma calma bem parecida comigo.
Quando a luz do poste que estávamos passando iluminou seu rosto eu arfei. Era um tipo galã, mas não metrossexual. Camisa de banda, cabelo desarrumado. Eu só conseguia fitar seu rosto.
Ele olhava para baixo, andando com as mãos nos bolsos. Me peguei imaginando no que ele pensava. Com certeza estava vidrado em alguma coisa, pois nem ergueu a cabeça quando passou por mim.
Continuei andando normalmente, ensopada. Até tinha me esquecido que afinal, eu estava pegando passagem para a terra da gripe, e só de ida.
Dei a volta no quarteirão e voltei para casa. Bati o portão atrás de mim, atravessei o pequeno caminho que o separava da soleira da minha casa. Arranquei a capa de chuva e a deixei jogada no jardim. Me balancei feito cachorro e entrei dentro de casa.
- Oi querida.
- Ãhn. Oi pai! - Ele nem se importou com meu abraço molhado.
- O que aconteceu? - Perguntou ele.
O que respondi foram vários resmungos. Expliquei a ele que não gostava do mundo dessa maneira, que não aceitava certos fatos que estavam acontecendo, meias-verdades que nos contavam, mortes "acidentais" que nos mostravam.
Ele me ouviu atentamente, e nem dava para perceber que já era madrugada. Depois de tantas reclamações, ele me olhou com aqueles olhos amigáveis de sempre e disse:
- Amor, não se importe tanto com o mundo, ele já não tem conserto. Mesmo assim, comporte-se como o anjo que você é e como você sempre se mostra para mim.

2 comentários:

Mônica Cadorin disse...

ui, fiquei perdida. Esses dois últimos capítulos foram escritos do ponto de vista da Paula, certo? Você não disse o nome dela em nenhum lugar. Quer deixar seu leitor perdido? Esse flash-back também não está muito bem sinalizado, e não entendi a função dele no todo da história.
Vem cá, e essa história não continua, não? Desistiu dela? Acabou a inspiração? Fiquei curiosa!

Felipe disse...

Oi Monica x)
Não, é que entrei num emprego novo e, sabe como é, estou tentando aprender as coisas novas .
Mas hoje mesmo estarei postando mais coisas.
Agradeço o comentário, beijos
!