Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Acordes: Cap.2 (Sol)

... Aquele olhar envergonhado, tímido,
Cada vez que eu a chamava de linda...
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Desde pequena eu era rotulada como estranha. Minha cor favorita sempre foi preta, meus cabelos eram ruivos, e meu gosto por música me impelia a sempre andar perto dos metaleiros. Uma menina diferente.
Mas pra mim era tão normal ser eu mesma que eu nunca me importei com a opinião dos outros. É claro que pra minha mãe, patricinha desde sempre, nada do que eu fazia refletia algo da  personalidade dela. Até para um psicólogo ela me levou, com medo de que eu tivesse com alguma disfunção. Meu pai, obviamente, ficou um tanto quanto nervoso quando ficou sabendo da minha consultinha. Ele sempre me apoiou, e aí estava mais um fato da minha vida anti-tradições: eu sempre fui mais apegada ao meu pai.
Diário, barbie, casinha de boneca, eu sempre achei tudo isso um saco.
Mas tinha coisas das quais eu gostava também, não pense que eu sou uma chata. Eu sempre amei o barulho da chuva no telhado, sempre amei deitar na grama e olhar para a abóbada estrelada acima de mim.  Mas nunca tinha gostado de algum menino.
Larguei a faculdade de direito, outro sonho da minha mãe, pra fazer música. Contra todas as opiniões, para minha professora, minha voz era bonita. Sempre me dediquei muito, e meu pai sempre estava lá em meus ensaios.

Está certo que eu sempre odiei escrever, mas hoje abro uma exceção. Uma exceção para o único garoto que conseguiu balançar o meu coração.
Aliás, muito prazer, eu me chamo

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