Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Palavras de Sorte



"Uma doida mulher, no meio da rua."
"Excitada com palavras ao vento, palavras que desconhecia."
"Vento este que se soprasse um pouco mais forte, como se por destino."
"Levantasse por centímetros seu vestido lilás."
"Deixaria os homens locais loucos, transformaria a cidade em um caos completo."
"Faria a lua se esconder em completa vergonha."
"Por não ser tão bela e serena quanto a pele dessa mulher."
"O sol, ficaria sem dar as caras por dias."
"Por não ser tão belo nem tão brilhante quanto os olhos dessa mulher."
"A própria noite deixaria de existir."
"Pois seu olhar não seria tão amistoso e amável quantos os dessa mulher."
"Dizem que o próprio amor emanou dos lábios dessa mulher."
"Perfeita como a chuva em pétalas de rosas."

Céu



Conforme o brilho prata da lua avança sobre o véu escuro da noite
Eu tento escrever algumas linhas.
Falando na lua, como ela deve se sentir lá em cima, sozinha?
Será que me fita com tanta curiosidade quanto eu?
Se eu estivesse lá com ela, mergulharia de olhos abertos
E tudo viria á tona, como a água para o vinho.
Como as gotas de chuva, que tanto admiro.
Amo você, porque sinto-te. Acho-te bela, pois a vejo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Acordes: Cap.3, Parte 2

 Veja os capítulos iniciais em Neurônio: Histórias
_________________________________________

"O que alguém estaria fazendo a essa hora caminhando sozinho na rua deserta? " - Pensei.
- Será algum tipo de louco? - Falei baixinho. Ri na mesma hora. Não de como soou, mas lembrei de que era eu a louca caminhando sozinha na rua.
Senti um arrepio. E se fosse algum tipo de malfeitor? - "Não pode ser. " - Apostei. " Provavelmente seja só mais um querendo pensar na vida. "
E o medo foi desaparecendo, dando lugar a uma calma bem parecida comigo.
Quando a luz do poste que estávamos passando iluminou seu rosto eu arfei. Era um tipo galã, mas não metrossexual. Camisa de banda, cabelo desarrumado. Eu só conseguia fitar seu rosto.
Ele olhava para baixo, andando com as mãos nos bolsos. Me peguei imaginando no que ele pensava. Com certeza estava vidrado em alguma coisa, pois nem ergueu a cabeça quando passou por mim.
Continuei andando normalmente, ensopada. Até tinha me esquecido que afinal, eu estava pegando passagem para a terra da gripe, e só de ida.
Dei a volta no quarteirão e voltei para casa. Bati o portão atrás de mim, atravessei o pequeno caminho que o separava da soleira da minha casa. Arranquei a capa de chuva e a deixei jogada no jardim. Me balancei feito cachorro e entrei dentro de casa.
- Oi querida.
- Ãhn. Oi pai! - Ele nem se importou com meu abraço molhado.
- O que aconteceu? - Perguntou ele.
O que respondi foram vários resmungos. Expliquei a ele que não gostava do mundo dessa maneira, que não aceitava certos fatos que estavam acontecendo, meias-verdades que nos contavam, mortes "acidentais" que nos mostravam.
Ele me ouviu atentamente, e nem dava para perceber que já era madrugada. Depois de tantas reclamações, ele me olhou com aqueles olhos amigáveis de sempre e disse:
- Amor, não se importe tanto com o mundo, ele já não tem conserto. Mesmo assim, comporte-se como o anjo que você é e como você sempre se mostra para mim.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ás de Espada

Me faz um favor?
Me chame de amor.
Não estou carente, só fui esquecido.
Mas você me encontrou, e sinto que estava esperando por você mesmo.
Obrigado por ter vindo até mim,
É como que o destino tivesse conspirado do nosso lado.
Só me arrependo de uma coisa.
Por ter perdido 20 anos da minha vida sem você.
Não se importe tanto com o mundo,
Ele já não tem conserto.
Mesmo assim, comporte-se como o anjo que você é,
E como você se mostra pra mim.
Mude o mundo que existe dentro de ti e,
Com certeza,
Você mudará a nossa vida.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Let us All Unite!

Este é o pronunciamento de Charles Chaplin de O Grande Ditador:



"Me desculpe mas eu não quero ser um imperador, isto não é da minha conta. Eu não quero comandar nem conquistar ninguém. Eu gostaria de ajudar a todos se possível, pobres, negros, brancos. Nós todos queremos ajudar uns aos outros, seres humanos são assim. Nós todos queremos viver pela felicidade dos outros, não pela miséria. Nós não queremos odiar nem desprezar uns aos outros. Neste mundo há lugar para todos e a Terra é rica e pode fornecer a todos. O modo de vida pode ser livre e bonito. Mas nós perdemos o caminho. A ganância envenenou a alma dos homens, criou uma barreira mundial com ódio; colocou-nos na miséria e no derramamento de sangue. Nós criamos a velocidade mas nós nos trancamos nela: máquinas que nos dão abundâncias nos deixaram na pobreza.Nosso conhecimento nos fez cínicos, nossa inteligência nos fez frios e cruéis. Nós pensamos demais e sentimos de menos. Mais do que maquinário, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, nós precisamos de bondade e ternura. Sem essas qualidades, a vida será violenta e tudo será perdido. O avião e o rádio nos levou mais perto uns dos outros. A própria natureza dessas invenções clama pela bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, à união de todos nós. Até mesmo a minha voz está chegando à milhões por todo o mundo, milhões de homens desperados, mulheres e crianças, vítimas de um sistema que faz homens torturarem e prenderem pessoas inocentes. Para aqueles que podem me ouvir eu digo " Não se desesperem". A miséria que agora está sobre nós é senão a consequência da ganância, a amargura dos homens que temem o progresso humano: o ódio dos homens passará, ditadores morrerão, e o poder que eles pegaram do povo, retornará ao povo e mesmo que homens morram a liberdade nunca perecerá. Soldados: não se entreguem à brutos, homens que os desprezam e os escravizam, que controlam suas vidas, os dizem o que fazer, o que pensar, o que sentir, que os comem, digerem, os tratam como gado e como balas de canhão. Não se entreguem à estes homens artificiais, robôs, com cérebros e corações de máquina. Vocês não são robôs. Vocês não são gado. Vocês são homens. Vocês tem o amor da humanidade em seus corações. Vocês não odeiam, apenas aqueles que não sentem amor e aos artificiais. Soldados: não lutem pela escravidão, lutem pela liberdade. No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito: " O reino de Deus está dentro do homem". Não um homem nem em um grupo de homens, mas em todos. Em você, no povo. Vocês, pessoas, tem o poder, o poder de criar máquinas, o poder de criar felicidade. Vocês, pessoas, tem o poder de fazer a vida linda e livre, de fazer desta vida uma maravilhosa aventura. Então, em nome da democracia, vamos usar deste poder, vamos todos unir-mos. Lutemos por um mundo novo, um mundo decente que dará chances para os homens trabalharem, que os dará um futuro, longa vida e segurança. Pela promessa de tais coisas é que egoístas chegaram ao poder, mas eles mentem. Eles não cumprem suas promessas e nunca irão. Ditadores libertam-se mas escravizam o povo. Agora vamos lutar para cumprir nossa promessa. Vamos lutar para libertar o mundo, para acabar com as barreiras nacionais, acabar com a ganância e o ódio e a intolerância. Vamos lutar por um mundo de razão, um mundo onde a ciência e o progresso conduzem o homem à felicidade. Soldados: em nome da democracia, vamos todos nos unir! ".

terça-feira, 12 de julho de 2011

Acordes: Cap.3, Parte 1

Has the moon lost her memory? She's smiling alone.
___

Esse é um trecho de uma música que eu amo. Agora eu escrevo em diários, com direito até a partes de canções...
Retomando a linha de pensamentos, tudo aconteceu quando meu amado pai morreu.
Sem pormenores, há alguns meses atrás foi diagnosticado câncer em meu pai. Foi demorada a descoberta da doença, e a mesma já estava em estado bastante avançado.
É claro que aquele fato me destruiu por dentro. Pensei várias vezes em perder a vida, pedi insistentemente todas as noites antes de dormir para que fosse eu quem estivesse doente. Meu pai, um homem honesto, estaria para me deixar?
E o que eu faria sozinha?
Tudo aconteceu muito rápido. Ele um dia me fez prometer que eu nunca iria desistir da vida.
- Me sinto honrado por ter criado você, amor. - Ele dizia. E isso só aumentava a dor que eu sentia. E, como tudo tem um fim, o dele também chegou.
E eu perdi o meu companheiro, o meu protetor.

Bom, talvez tudo tenha terminado com esse fato. Toda a razão de eu estar aqui escrevendo hoje começou bem antes, em uma noite chuvosa.
Depois de ver, em meio a lances da loteria e propagandas de geladeiras, notícias a respeito de tantas guerras, tantas mortes, decidi desligar aquela porcaria de televisão e sair dar uma volta. Nem me importei em colocar algum casaco, alguma capa de chuva.
" A chuva sempre foi minha amiga e eu não vou me resfriar. "
Ri desse pensamento. Era um trecho de Raul Seixas, e eu adorava lembrar de músicas para cada situação da minha vida.
Saí de casa, e em menos de um minuto meus cabelos já estavam encharcados, me atrapalhando a visão.
A cidade em que morávamos era pequena. E depois das oito da noite era rebaixada para "fantasma". Portanto, era eu e eu mesma naquela rua que seguia o curso do rio, lentamente.
Talvez não fosse somente eu mesma, e lá de longe eu vi um vulto vindo de encontro a mim.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Anedota

Hoje não vim aqui falar de amor.
Pois o amor é muito cansativo ás vezes.
Mas que droga
Já viram um romancista não falar de amor?
Essa vida é uma droga,
Não nos deixa nem escolher mais de uma coisa a se fazer.
Mas veja bem! Cá estou eu falando do maldito amor novamente.
Sei que pareço um idiota,
Aliás qual é o idiota que não comete loucuras por amor?
E qual lugar no mundo não está repleto de idiotas que não se importam com o mundo?
Se vir qualquer um desses loucos, esconda-se.
Enquanto os deuses gregos estão tomando conhaque em mesas de bar,
Nós estamos aqui lutando dia-a-dia pra sobreviver nessa selvageria chamada
Sociedade.

sábado, 9 de julho de 2011

Without You

Like a child I've been running away for a long time,
And I can't look back, I'm afraid of what I can see.
But, every time I sleep,
I see you with a red dress, a red look, a red anger.
Have you lost your memory? It was you whom left me.
But now I'm feeling guilty,
Did I do everything I could, everything I should?
Until I see you again,
You'll be in my dreams, as you always have to be.
My love.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Uma Música a Mais

O sol.
Me esquentava nas manhãs geladas de julho.
O mesmo sol.
Batia em seu rosto de um jeito maravilhoso.
O sol que nasce,
Eu ainda me lembro, ainda escrevo canções pensando nela.
Recordando de olhos amigos, me atravessando num olhar,
Suores noturnos que não voltam mais.

É o sol que se põe.
Sei que parece uma doença, parece uma obsessão.
Mas o que sentimos para mim foi tão real, tão concreto,
Que é difícil vê-lo desaparecer assim.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ideias ao Vento

Tudo que fazemos é em vão?
Se você não acredita em nada, é claro que sim.
Um dia verás que somos como as crianças que querem olhar pela janela,
Nos pendurando no parapeito para alcançar a altura necessária.
O que vemos é só uma parcela da realidade,
E há muito mais para ver, é só crescer...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Acordes: Cap.2 (Sol)

... Aquele olhar envergonhado, tímido,
Cada vez que eu a chamava de linda...
_____________________________

Desde pequena eu era rotulada como estranha. Minha cor favorita sempre foi preta, meus cabelos eram ruivos, e meu gosto por música me impelia a sempre andar perto dos metaleiros. Uma menina diferente.
Mas pra mim era tão normal ser eu mesma que eu nunca me importei com a opinião dos outros. É claro que pra minha mãe, patricinha desde sempre, nada do que eu fazia refletia algo da  personalidade dela. Até para um psicólogo ela me levou, com medo de que eu tivesse com alguma disfunção. Meu pai, obviamente, ficou um tanto quanto nervoso quando ficou sabendo da minha consultinha. Ele sempre me apoiou, e aí estava mais um fato da minha vida anti-tradições: eu sempre fui mais apegada ao meu pai.
Diário, barbie, casinha de boneca, eu sempre achei tudo isso um saco.
Mas tinha coisas das quais eu gostava também, não pense que eu sou uma chata. Eu sempre amei o barulho da chuva no telhado, sempre amei deitar na grama e olhar para a abóbada estrelada acima de mim.  Mas nunca tinha gostado de algum menino.
Larguei a faculdade de direito, outro sonho da minha mãe, pra fazer música. Contra todas as opiniões, para minha professora, minha voz era bonita. Sempre me dediquei muito, e meu pai sempre estava lá em meus ensaios.

Está certo que eu sempre odiei escrever, mas hoje abro uma exceção. Uma exceção para o único garoto que conseguiu balançar o meu coração.
Aliás, muito prazer, eu me chamo

.