Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

terça-feira, 31 de maio de 2011

Conto: A Noiva da Morte

Uma noiva e um noivo. Casamento próspero, certo, breve. Nada anormal.
A não ser pelo fato da noiva só estar preocupada consigo mesma. Ela brigava, se apressava, queria um casamento completo, queria chamar a atenção da cidade inteira, só para alimentar o seu ego egoísta e medonho.
Além de tudo isso, ela tomava atitudes que sabia que o magoaria, mas mesmo assim o fazia para provocar brigas periódicas. Fazia isso pois pensava que brigar era o combustível da paixão. Ela tinha aquele defeito: fazer-se de vítima toda vez que causava uma discussão.
O noivo nada perfeito era também, mas em seu interior a voz mais alta era a do seu amor pela noiva. Por isso ele estava ali, firme, mas talvez não tão forte quanto podia estar.
Um dia porém, o noivo achou uma moça melhor, que o queria de verdade e, por isso, o fazia sentir-se bem.
O noivo e a nova noiva marcaram seu casamento, enquanto a ex-noiva vivia amargurada, não perdendo porém seu orgulho.
E chegou o grande dia. A nova noiva estava radiante.
" Estamos aqui reunidos hoje..." - O padre falava, todo aquele ensaio burocrático matrimonial. Como se, para haver laços amorosos, precisassem da benção de um homem.
A união acontecia, os "sim" eram ditos e aquela frase que dá um frio na barriga de todos foi pronunciada.
" Se há alguém que se oponha..." - Nesse momento a ex noiva entrou na igreja.
Vestida para casar, com um buquê em uma das mãos e na outra uma arma. Seu vestido era negro e sua maquiagem mal feita.
" Com licença " - Ela disse. E atirou em quem estava na sua mira.
Serviço feito, virou as costas e ficou parada. Contou três segundos e atirou seu buquê no meio dos corpos. Feito isso, nunca mais foi vista.

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Aproveite enquanto você tem algo(uém) que lhe é importante. Pois, se perdê-lo, mesmo após lutas e lutas, aquilo nunca mais será seu.

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