Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Anjo da Morte Pt. 4

Conforme se distanciavam de Los Angeles, a chuva ia ficando pra trás também. O sol brilhava como nunca, e até parecia que por ali não havia caído nenhuma gota de água. O asfalto dava lugar à uma estrada de chão, e como havia sido dito, o lugar era bem familiar.

- Eu ainda não entendi o porque disso tudo, Gabriel.
- Isso tudo o quê ?
- Porque você se passou por um assaltante, me tirou do meu serviço e ainda por cima está me trazendo pro lugar aonde pedi a minha esposa em casamento?
- Porque tudo isso meche com seu sentimento, e não com sua razão. Você, na hora que entrou no carro não lembrou de Janie e de Louis?

Richard puxou o freio de mão do carro e Gabriel custou à controlá-lo.

- É a hora da verdade, Gabriel. Ou seja lá qual for o seu nome. O que você faz? Você espiona a vida das pessoas? Alguém mandou me matar? Faça algo contra a minha família e eu acabo com você!! - Richard explodiu de raiva.
- Ok, ok.
- Ok o que, fala logo!!
- Primeiro, acalme-se. Não vim fazer o mal. Já que estamos parados no meio do caminho da praia aonde você pediu Louis em casamento, eu posso te dar duas escolhas. Eu falarei das causas de eu estar aqui, falarei dos meus objetivos e falarei quem eu sou. Se você acreditar, nós iremos em frente. Mas se não, então voltaremos para sua cidade, sua vida continuará daonde parou e você nunca mais me verá.
- Certo. - Richard suspirou tentando se acalmar.
- Certo Richard. Bom, me da licença aqui que tenho que tirar essa jaqueta. Odeio preto.

Gabriel se livrou daquela jaqueta preta, revelando roupas inteiramente brancas. Jogou pela janela do carro e voltou-se para Richard.

Janie comeu como não comia à muito tempo. Escovou os dentes, beijou a mãe no rosto e foi pra escola. Para Louis era bom ver a filha estudar, mas era ruim ao mesmo tempo que sabia que ficaria sozinha pelas próximas 5 horas. Lá de fora Louis ouviu Janie gritar:

- Manda beijo pro Rafael, mãe!
- Tá. - Disse Louis, sem entender nada do que sua filha estava falando. Talvez fosse mais alguma coisa de criança. Ou talvez não.

Até onde podem ir os desejos de uma criança?

Continua.

2 comentários:

fran disse...

legal *-*

Isie Fernandes disse...

Hum... Tô gostando, tô gostando! =D