Neurônio da Semana

Se temos a possibilidade de tornar as pessoas mais felizes e serenas, devemos fazê-lo sempre. - Hermann Messe

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Anjo da Morte Pt. 3

E era desse refúgio que ela iria sair naquele momento.

- Janie, querida, levanta. - Disse Louis - me ajuda a fazer o almoço?

Richard entendia de carros.Era o trabalho dele.E aquele não era um carro muito comum. Era um Plymouth Barracuda, ano 1974. Pelo menos ele iria morrer com classe.

Meio dia. Almoço na mesa.

- Mãe, o pai não vem?
- Amor, você sabe como é sexta-feira e toda aquela correria.
- É, eu sei mãe. Mas isso vai mudar.

Louis não era curiosa. Além disso, estava acostumada com os mistérios da filha. Mas sentiu uma grande vontade de perguntar porque. Mesmo assim, não pediu e logo esqueceu. Momentaneamente.

Os prédios passavam como um vulto pela janela do carro.

- Bonito carro, não? - Pediu o homem.
- Você vai me matar? - Richard aparentemente estava desesperado.
- Pense bem, Richard. Se eu quisesse, já o teria feito, e, aliás, não é legal sujar esses belos bancos de couro, certo?

A cidade ficava para trás a cada segundo que passava, os piores da vida de Richard. Definitivamente. Ali estava instalado um silêncio um tanto perturbador, exceto pelo motor do carro. Richard foi tentando se acalmar, retomando um pouco do seu bom senso.

- Você não é um assaltante, certo?
- Não, não sou. Demorou para você perceber.
- Então o que você é?
- Podemos dizer que sou um amigo. Um amigo da família. Meu nome é Gabriel, trate logo de desmanchar essa sua cara de espanto. Te levarei para um lugar um tanto familiar para você.

Construções davam lugar à áreas verdes; O medo dava lugar à curiosidade. Richard já não procurava encontrar a cidade atrás deles, e sim tentando adivinhar para onde estava indo.

Se o mal não está onde deveria estar, onde está então?

Continua.

Um comentário:

Isie Fernandes disse...

Confesso que agora eu fiquei curiosa. =P